Junho 28, 2017 3 Comentários Diz qué bonito!

Stout, sem ser a cerveja

Faz agora um mês que a nossa Enóloga, a Ginja, nos deixou. Vou repetir o que sempre digo: nós nem gostávamos de gatos. Claro que o “não gostar” é sempre uma afirmação demasiado forte e passaria mais pelo “somos pessoas de cães”. Adoptámos a Ginja depois de termos retirado da rua a Peste Negra, uma gatinha de 2 meses, que esteve 4 ou 5 dias connosco até percebermos que tinha um problema congénito. Tirámos a Peste da rua sem intenção de ficar com ela, mas rapidamente percebemos que isto dos gatos até era castiço, e o Dexter também gostava.

A família encolheu. O coração não

Quando perdemos a Ginja, a ideia foi sempre adoptar outro gatinho, passada aquela dor mais intensa inicial. A verdade é que o Guinness tinha uma paixão tremenda pela Ginja, mesmo que não correspondido, e, sendo também ainda novinho, não é gato de estar sozinho. Por isso começámos a ter mais atenção aos pedidos de ajuda/animais para adopção que iam aparecendo. Uma coisa era certa: tinha que ser pequenino por causa da Stella e do Dexter.

A beleza das redes sociais

Pelo instagram da Raquel, que faz parte do bonito We Blog You, soube que – através do voluntariado na Miacis – tinham 1 gatinho, o Cacau, para adopção (a irmã já tinha sido adoptada):

Pedimos mais informações, contámos a nossa história, preenchemos um formulário e Sábado, dia 24, meti-me (eu, Inês) no comboio das 7h da manhã para o Porto com uma caixa transportadora na mão e expectativa no coração.

Foram ao Porto buscar um gato?

Porque é que foram buscar um gatinho ao Porto, não há gatos por Lisboa? Perguntam vocês e a senhora ao meu lado no comboio. Há gatos em Lisboa, mas também há coisas que não se explicam muito bem. Ficámos encantados com o que víamos do Cacau e, ao mesmo tempo, queríamos ter a certeza de que o gatinho era saudável, depois de há um ano termos adoptado o Guinness e ter ido logo para o hospital durante 2 semanas. Claro que nada é garantido, mas ainda assim, o risco parece reduzido. Para além do mais, já estava habituado a fotografias e gin, por isso já vinha com estágio feito.

Depois de uma viagem atribulada de volta a Lisboa, mas com um gatinho muito paciente na caixa, chegámos a casa com um Dexter igual a si mesmo, uma Stella louca e um Guinness curioso. Para o Dexter já é só “mais um”, para a Stella é mais um motivo para brincar e, para o Guinness, parece ser um companheiro para a vida, pelo que vamos vendo nestes dias.

Adoptar. Sempre adoptar.

O Cacau passou então a Stout, para continuarmos na senda das cervejas pretas, e é agora o mais novo elemento do clã, o que mais pinotes dá e que brevemente figurará no nosso Quem Somos?, maravilhosamente descrito pelo Chefe Kiko.

Bela aventura para quem dizia que não era de gatos, não é? A verdade é que são umas belas bestas e há por aí muitos (não só gatos, mas cães também) que precisam de uma casa, por isso – já sabem – adoptem!

Dar uma nova vida a estas 4 patinhas é algo que não se explica, mas eles saberão sempre como agradecer.