Agosto 17, 2017 0 Comentários e TQB!

Os Gatos da Nossa Vida

Hoje é o Dia do Gato Preto, a semana passada tivemos o Dia Internacional do Gato. Nós nem gostávamos de gatos, por isso aqui fica um post dedicado a eles.

Eu nunca tive gatos, o Kiko também não e aqueles com que me cruzava eram, geralmente, uns idiotas. Eles provavelmente achavam o mesmo de mim, por isso o sentimento era mútuo. Giros quando eram pequeninos, mas – para mim – não mais do que isso. Lembro-me que chegávamos a “discutir” em jantares a maravilha que eram os cães e a imprevisibilidade dos gatos.

Em Mira de Aire, o Puffy, um dos cães rafeiros que tínhamos lá, depois de perdermos o nosso outro rafeiro, Pantufa, passou de correr atrás de todos os gatos que apareciam no jardim a partilhar comida e dormida com um mais arisco que por lá andava. Acho que foi aí que percebi que os gatos até podiam ser porreiros como os cães.  Com o passar do tempo lá fomos também conhecendo gatos menos idiotas, que foram ajudando a formar uma outra ideia. Nós próprios ficámos certamente também menos idiotas em relação a eles, o que nos ajudou a olhar de outra forma para estes patudos.

Quando tudo começou

E foi num dia de Junho, em 2013, algures por São João da Madeira, que apareceu uma gatinha preta, com os seus 2 meses, a correr e a saltar atrás de mim. Achei giro, confesso. Da mesma forma que apareceu, acabou por desaparecer. Até que, à noite, enquanto chovia bastante, o Kiko viu-a novamente, mas parecia muito mais frágil, doente. Nessa noite, com a Peste Negra, a nossa opinião mudou definitivamente em relação aos gatos.

 

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A história da Peste Negra é triste, curtinha, mas não dava para fazer muito mais. Trouxe-mo-la para Lisboa, sendo que a ideia era depois dá-la para adopção. No entanto, com o passar das horas e dos poucos dias já tínhamos decidido que iríamos ficar com ela. Continuava frágil, doente, fomos ao hospital, foi operada, mas o problema era congénito e tivemos que assinar o doloroso papel da eutanásia.

Tivemos a Peste Negra 4 ou 5 dias e é impressionante como estas bestas nos tocam tanto em tão pouco tempo.

A gata que nos escolheu

Nesse mesmo dia apareceu a hipótese da Ginja, que não conseguimos considerar logo. Uns dias passaram e lá fomos nós ver a Ginja e uma outra gatinha, mais reservada. A Ginja escolheu o Dexter e nós escolhemos a Ginja. 

 

A Gata a tentar ser cão. Muito amor por estes tolinhos.

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Guinness Muhammad Ali

Em 2016 decidimos equilibrar as contas lá em casa. 1 cão, 1 gata, 1 cadela. Faltava 1 gato.

Fomos até à Casa dos Animais de Lisboa e no meio de muitos mini-ginjas, a maioria amedrontados, havia um sacana preto que tentava trepar as nossas pernas: era o Guinness. Long Story Short: 3 dias connosco e foi directo para o Hospital com Panleucopenia Felina, em que a probabilidade de sobreviver é pouca. Esteve internado 12 dias, à beira da morte umas duas vezes e agora é um gato saudável, bonito, mimoso com toda a gente e feliz.

 

A “curta” Sobral e o Stout que veio do norte

Ainda este ano, antes do Stout, tentámos salvar uma gatinha de rua que estava já muito mal tratada. Apenas lhe conseguimos dar um final mais aconchegante e um nome: Sobral.

Giro pensar que tudo começou, mesmo sem “gostarmos” de gatos, com uma viagem para visitar a família no norte, onde encontrámos a Peste Negra, que pouco tempo esteve connosco. Podemos até dizer que fomos enfeitiçados por um gato preto! A Ginja, que nos deixou há pouquinho tempo, completou o desígnio deixado pela Peste: ensinar-nos a gostar a sério de gatos e a mostrar quão errados estávamos. Anos depois voltei ao norte para ir buscar o Stout e fico sempre a pensar como a vida tem estas coisas castiças.

O que os gatos nos fizeram…

Por isso, este post é para os Gatos da Nossa Vida, pretos ou não. Agora já não discutimos sobre o que preferimos, se cães ou gatos e, muito menos, se os acho idiotas (eu era muito idiota, para achar isso). Os gatos são especiais, é um facto, da mesma forma que os cães também o são (ou qualquer outro animal de estimação que tenhamos). Para nós serão sempre as nossas bestas, a quem damos todo o nosso carinho e dedicação.

Agora pensem um pouco nisto: se não podem ter um cão, porque não um gato? Se não podem ter nenhum, porque não apadrinhar e ajudar? Há muitas associações por aí, se precisarem de dicas, é só perguntar!