Summer WineMarket 2014

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Pelo segundo ano consecutivo não falhámos o Summer WineMarket que nos é trazido pela Adegga. Foi mais um excelente evento onde pudemos provar uma vasta quantidade de vinhos com a qualidade a que Portugal nos habituou. Falhámos a entrada antecipada para os “profissionais” (onde nós entramos na categoria de bloggers) porque tivemos que ir forrar o estômago com uma bela bifana na Casa das Bifanas na Praça da Figueira e com uma bela imperial, que o dia não se fazia fresco. Levámos amigos, que este é um evento para partilhar: o Gonçalo, o Bruno e a Eunice.

Antes de chegarmos às coisas boas, vamos só apontar três menos boas. A primeira foi a desorganização na venda/entrega de bilhetes que gerou tal confusão que nos deixou a todos um pouco chateados. Quando se espera 30 minutos ou mais na fila e se vê pessoas a passar à frente pela sua “chica-espertice” lusitana e falta de organização, chateia. A segunda, foi a falta do bar no exterior como houve no passado, onde as pessoas provavam os vinhos de uma forma mais descontraída e informal. Conheci mais pessoas nesse ambiente o ano passado que no evento todo deste ano. A terceira é a falta do email que tanto é prometido com o registo dos produtores por onde passámos. Já o ano passado não recebemos nada.

Mas vamos ao que interessa: o vinho. Mais uma vez não consegui encontrar um Rosé que me convença. Continua longe das minhas preferências e do meu carrinho de compras. Em relação aos brancos e aos tintos, fomos surpreendidos. Há sempre coisas novas para provar e conhecer. Apostámos, como de costume, pelos produtores que conhecemos pouco ou não conhecemos de todo. Destes, saem os nossos destaques. São 10 os destaques que vamos aqui colocar sem nenhuma ordem específica.

  1. Chardonnay 2013 – Branco – AdegaMãe
  2. João Portugal Ramos Loureiro 2013 – Verde – João Portugal Ramos
  3. Paulo Laureano Bucelas 2013 – Branco – Paulo Laureano
  4. ALR Vinho Verde DOC 2011 – Casa de Mouraz
  5. Casa de Mouraz Encruzado Dão DOC 2010 – Branco - Casa de Mouraz
  6. Pomares Gouveio 2013 – Branco – Quinta Nova
  7. Viognier 2013 – Branco – Torre do Frade
  8. Casa de Mouraz Elfa Dão DOC 2010 – Tinto – Casa de Mouraz
  9. Casa de Mouraz Dão DOC 2011 – Tinto – Casa de Mouraz
  10. Covela Edição Nacional Avesso 2013 – Branco – Quinta de Covela

É claro que provámos outros bons vinhos. Muito bons aliás. Mas é daquelas coisas: estava muito calor, o branco acabou por ganhar ao tinto, outros já conhecíamos e não mencionámos por isso. Estes são mesmos os que nos marcaram pela surpresa. Destacamos principalmente dois: Chardonnay 2013 e o Loureiro 2013 como os nossos preferidos do evento.

Além destes destaques, deixamos ainda uma menção aos produtos do Virgo pela sua originalidade no rótulo destacável.

Fiquem com as fotos e sigam estas recomendações. Há aqui bons vinhos.

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Susana GomesJuly 17, 2014 - 18:37

De vinhos não percebo nada, com muita pena de não gostar… Mas o ambiente e as fotos estão super tentadoras! Grande reportagem. :)

Andre RibeirinhoJuly 17, 2014 - 19:38

Olá! Antes de mais obrigado pelo feedback e pela presença no evento! Em todos os Adegga WineMarkets tentamos melhorar um pouco mais. A porta continua a ter algumas dificuldades mas temos boas ideias de como poderemos finalmente resolver o problema no próximo evento. Quando ao email do copo ele segue nos próximos dias. Aproveito para dizer que adoro as fotos! Alguma questão não hesitem em contactar-me! andre@adegga.com

Tudo qué Bonito!July 19, 2014 - 00:27

Obrigado André! É realmente um evento do qual gostamos bastante e uma coisa é verdade: estaremos lá no próximo. :)

Tudo qué Bonito!July 19, 2014 - 00:29

Vale a pena Susana. Há sempre um vinho para todos nós. :) tens que lá ir provar e encontrar um para ti.

Vai uma sandes “aporcalhada”?

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Da última vez que fizemos barriga de porco, sobrou. Pois, ainda bem porque deu para fazer uma experiência que já queria fazer há algum tempo. Para a barriga de porco podem ver a receita aqui. A barriga de porco, se bem assada, tem a particularidade de se desfazer só com o garfo. Fica tão tenra, que não é preciso faca. Só é mesmo preciso faca para a crosta estaladiça da pele. E ainda por cima, com o tempero que fizemos, com os cominhos, o sabor faz lembrar o leitão. Pois bem, não se pode desperdiçar esta iguaria dos deuses, por isso, mãos à obra!

Primeiro retiramos a crosta estaladiça, uma vez que só queremos a carne. Pegamos num garfo e desfazemos a carne em lascas. Em seguida, picamos bem uma cebola e envolvemos na carne. Para a carne só falta mais um ingrediente, que é opcional, mas que nós adoramos: molho barbecue Jack Daniel’s. Envolvemos junto com a carne e com a cebola. Pegamos em duas fatias de pão caseiro e tostamos.

Depois de bem tostadinho, colocamos uma fatias de tomate cherry e umas folhas de espinafres, para contrabalançar o salgado. Colocamos a mistura de carne por cima e preparamo-nos para o paraíso. A intensidade do sabor desta sandes é qualquer coisa. O travo a leitão, com o fumado do molho, com a frescura do tomate, simplesmente resulta. Nem vou provocar mais. É experimentar e verem por vocês mesmos. Acho que não se arrependem!

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Pleurotus para ti também!

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Hoje é pouco sobre a receita e muito sobre o ingrediente. Um amigo está a começar o seu próprio negócio. Nesse negócio, vai plantar cogumelos, frutos silvestres, entre outros. Tudo isto em Azeitão. Finalmente, saiu a primeira fornada e eu tinha que experimentar. Os primeiros foram os cogumelos “Pleurotus Ostreatus” (que é um nome muito fofo) e que delícia. São muito bons!

Cá em casa adoramos cogumelos e estes encheram-nos as medidas. Na receita não complicámos. Comprámos no talho umas coxas de frango recheadas com farinheira e pusemos a assar com tomates cherry.  Depois das coxas estarem bem assadas e o tomate cherry carregadinho de sabor (como se nota nas fotos!), estava na altura de tratarmos dos cogumelos. Frigideira, fio de azeite e cogumelos lá para dentro com um pouco de alho. Deixámos os Pleurotus ganhar o seu sabor e só depois juntámos umas folhas de espinafres. Envolvemos tudo, deixámos o espinafre murchar e no final juntámos o frango fatiado e os tomates. Depois foi só servir.

Um prato simples, mas com muito sabor. Muitos sabores fortes e diferentes, e mesmo assim, os cogumelos estavam lá. Impunham a sua presença no palato e por lá ficaram. Óptimos. Quando tiver mais novidades deste meu amigo, vocês também vão saber. Mas garanto-vos: a coisa promete!

PS: Este post foi corrigido porque o Tudo qué Bonito fiz Shit(ake) e confundiu os cogumelos Pleurotus. Esperamos que ninguém se tenha aleijado no processo!:P

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MarinaJune 26, 2014 - 16:04

Tem muito bom aspecto! Frango e alheira ficam sempre bem. Se juntarmos à mistura cogumelos, fica brutal. Curiosamente esses cogumelos parecem-me mais a variedade Pleurotus (oyster mushrooms) do que Shiitake… É alguma variedade nova?

Tudo qué Bonito!June 26, 2014 - 16:10

Olá Marina! Vou ter que confirmar! Eu pelo menos tinha ficado com a ideia que era Shitake, mas vieram por um amigo do amigo. Vou falar directamente com ele e tentar perceber. Mas tu és ninja disto, vou confiar no que dizes. Percebes mais que eu!

J.June 26, 2014 - 16:23

Tem um belíssimo aspecto!!!!!…como todas as receitas que partilham aqui!!!…não vale vir aqui com fome!!!!! ;)
Concordo com a Marina…a mim parecem-me mais pleurotus..ou também conhecidos por cogumelos ostra..existem nessa cor, rosa, cinza e amarelo (já provei estas cores todas)….que são uma delícia…tal como os shitake. (..estes últimos são mais escuros!!)

Continuação de boas receitas…e boa sorte para Portugal!!!!

Beijinho aos dois.

Joana Patita

MarinaJune 27, 2014 - 00:28

Kiko, o que interessa no final é que ficou delicioso :) acho melhor juntarmos toda a gente para uma prova de cogumelos e assim já se vê quem é o quê :D

Tudo qué Bonito!June 27, 2014 - 09:16

Marina e Joana, acertaram as duas. :) Os cogumelos não são Shitake, mas sim “Pleurotus Ostreatus”. Agora vou ali esconder-me num canto por não ter feito o trabalho de casa!

Susana GomesJune 27, 2014 - 09:51

Podes esconder-te num canto, mas não escondas a comida contigo, que isto tem um aspecto bom demais!
Cá em casa adoramos cogumelos. É um dos souvenirs que quase sempre trazemos quando em viagem encontramos variedades diferentes, desidratados.
Tudo aqui é delicioso: frango recheado, recheio de farinheira, tomatinhos no forno, salteado com espinafres. Nhami! :)

Tudo qué Bonito!June 27, 2014 - 16:20

Obrigado Susana! Ainda bem que gostate! Os cogumelos cá em casa também são uma “necessidade”. :P

“La Bella” Pizza Romana e a grande Pizza Tuga

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Este post é uma mistura. Uma mistura de metade de saudades da nossa viagem a Roma e outra metade do nosso país e deste espírito nacionalista que nos invade por esta altura. Sim, porque o mundial está aí! É verdade que não começou bem para nós e a coisa não promete, mas o que podemos nós fazer senão apoiar e esperar melhores dias. Afinal, é este o nosso fado. Então, para matar dois coelhos de uma cajadada, fizemos duas pizzas. Chamamos-lhe a Pizza Romana e a Pizza Tuga.

Para verem como é que nós fazemos a massa, podem ver aqui a receita!

Desta vez, fomos para pizzas brancas, ou seja, sem molho de tomate. Fizemos ambas com uma base de queijos que trouxemos de Roma.

A Pizza Romana consistia na mistura de 4 queijos, qual deles o melhor: parmegiano, pecorino, grana padano e mozarela fresca. Como qualquer bom prato romano, não pode faltar a pimenta preta. O sabor é para quem gosta de queijo, e quem gosta, vai adorar! Uma combinação feita pelos deuses. Não os gregos, os romanos!

A Pizza Tuga teve uma base ligeira de  parmegiano, pecorino e grana padano (nós cá em casa somos loucos por queijo!). Depois levou uma metade com espinafres, outra metade com chouriça. Quando a cozedura estava quase pronta, levou uma gema de ovo, et voilá, a bandeira de Portugal. Assim, mais ou menos. E digo-vos, soube bem melhor que ver o jogo contra a Alemanha. Mas pronto, já passou. Agora é bola prá frente que atrás vem gente! E o que seria de comida para inspirar a nossa selecção, sem uma mini?

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Espetadinhas de Porco com Batata da serra

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Já deu para voltar ao churrasco! Este fim de semana já tivemos um tempo bom. Pelo menos até ao final do dia, porque à noite já não se podia. Mas não faz mal. Já deu para tirar a barriga de misérias e voltar ao carvão. E desta vez foi o quê? Espetadinhas de Porco com batata da serra. Como já devem ter adivinhado, estes nomes são inventados por nós, mas até têm alguma razão de ser. Não somos assim tão loucos! Apenas um pouco desgovernados…

Primeiro temos as espetadinhas de porco. Em que é que consistem? Boa pergunta! São portanto, espetadas de carne de porco que estiveram a marinar em louro, alho, mel, mostarda e alecrim, sendo o mel e a mostarda os elementos preponderantes. Aqueles que arrebatam o palato nesta oferenda dos deuses (passo o exagero). A acompanhar o porco no varão, temos a bela da cebola roxa e a maçã. Tudo sabores que combinam com porco: maçã, mel, mostarda, cebola. Não tem nada que enganar! Depois da brasa bem quente, atiramos as espetadas para cima da grelha e com a ajuda de um belo ramalhete composto por alecrim, coentros ou salsa, vamos pincelando as espetadas com o que sobra da marinada. É nesta altura também que pomos o sal grosso. Não queremos por antes, porque não queremos tirar a água da carne. Não queremos que seque, antes pelo contrário. O cheirinho é tão bom, que até a gata vem à janela.

Mas falta o acompanhamento! Já se iam esquecendo da batata da serra? Não pode! Até porque esta tem que ir para a brasa antes do porco. A sacana leva mais tempo, mas tudo o que é bom, faz-se esperar. E porque é que chamamos a esta, a batata da serra? Porque o seu principal sabor vem do alecrim. Não deixamos nada por mãos alheias.:)

Então vamos lavar bem as batatas e cortá-las às rodelas (não muito finas). Pegamos numa folha de alumínio que pincelamos com manteiga e fazemos a primeira camada de batatas. Pincelamos com manteiga e polvilhamos então com sal grosso, pimenta preta e alecrim. Depois colocamos a segunda camada e assim sucessivamente. Não convém ter demasiadas camadas. Talvez seja boa ideia ficar pelas 3 ou 4. Basta agora fechar a embalagem de alumínio e colocar na brasa.

Bom, para termos uma refeição do caraças já só nos falta algo que mantenha tanto os convidados como o cozinheiro bem hidratado. É importante não saltar este passo! Muito importante no sucesso desta receita!

A proposta que vos trazemos é boa, simples, descomplicada e, melhor que tudo, barata. Sugerimos um branco alentejano, que nos é trazido pela Casa Agrícola Alexandre Relvas. Falamos do Monte dos Amigos, branco, 2012, que é proveniente das castas Antão Vaz, Encruzado e Viognier. Provem que não se arrependem.

Bons churrascos!

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Susana GomesJune 2, 2014 - 12:13

Belo repasto!
Este fim de semana tb tivemos grelha, mas em casa dos meus pais. As primeiras sardinhas (ainda nada de especial) e a bela da dourada do mar.
Tb houve batatas, mas cozidas, com alho e azeite. Batatinha nova da horta ;)

Tudo qué Bonito!June 2, 2014 - 12:24

A pena que nós temos de não ter uma horta… Este ano (breve) queremos ter o nosso primeiro jardim aromático. Já dá para algumas coisas, mas uma horta era magia. :)

Susana GomesJune 2, 2014 - 12:26

Mas olha que dá trabalho! Eu continuo fã deste sistema familiar: pai semeia e rega, mãe apanha e arranja, filha cozinha e come. ahahah :)

Tudo qué Bonito!June 2, 2014 - 12:27

Pois dá. Mas vale cada gota de suor. :)

PimentinhaJune 5, 2014 - 01:32

Adoro churrascos! Por aqui também já se inaugurou a temporada :)
Essas espetadas com cá com um aspecto… deve ser de lamber os dedos ;)