Petiscada no Matateu

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Já faz algum tempo que fomos ao Matateu, mas como o calor parece querer voltar, esta parece ser uma boa altura para partilhar a nossa experiência. Já muito se falava no Matateu quando finalmente decidimos ir experimentar. Podemos dizer que foi uma experiência agridoce.

Tinhamos reserva mas tivemos que mudar a hora. Ligámos e fomos atendidos com grande simpatia e o nosso pedido muito bem tratado. Em termos de atendimento a coisa prometia.

As coisas boas. O espaço é muito cuidado a lembrar outros tempos, uma moda que parece começar a pegar agora por toda a grande Lisboa. A comida vem bem apresentada e é bastante saborosa. Há várias escolhas (quando há) e são servidas de todas as maneiras e feitios.

As coisas menos boas. Fomos sempre tratados pelo empregado como se estivéssemos a demorar demasiado tempo. Havia no ambiente uma grande urgência de “virar mesas” como se costuma dizer. Não é agradável para quem vem petiscar ao sábado com os amigos e vem sem pressas. Houve também alguns pedidos que tiveram de ser repetidos porque eram esquecidos, e muitas vezes tornou-se complicado conseguir falar com o funcionário que andava sempre a mil. A terceira nota, vai para a relação quantidade/preço das doses, que parece exagerada. É claro que o nome e as modas mandam muito, mas as doses poderiam ser mais bem servidas, principalmente quando vens com um espírito de partilhar.

É, no entanto, um espaço que vale a pena visitar e experimentar, porque isto das opiniões já se sabe. Já ouvimos e lemos falarem bem, e já ouvimos e lemos falarem mal. Nós estamos algures no meio. Não se pode agradar a todos.

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MarinaJuly 31, 2014 - 14:49

A nossa experiência foi como a vossa. Comida boa mas o atendimento deixava muito a desejar. Os pratos que estavam marcados como “do dia” afinal eram da semana passada e já não estavam disponíveis. Resumindo acabei por ter que fazer 3 pedidos diferentes porque se esqueceram de marcar na lista (e o empregado também não sabia) e quando a comida de todos veio eu tive que esperar 20 minutos que a minha chegasse também. Acabei por ter que comer quando toda a gente tinha terminado… O ambiente é interessante mas tenho sérias dúvidas se lá voltarei com o atendimento assim…

Uma segunda casa

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Nós temos esta sorte. A sorte de ter alguns sítios onde somos tratados como se estivéssemos em casa. E é assim que nos sentimos hoje: agradecidos. É difícil muitas vezes conseguir agradecer e transmitir o real tamanho desse agradecimento, mas sempre que lá vamos tentamos agradecer um pouco mais. Desta vez foi através da comida. Há algo de especial em cozinhar como forma de agradecimento. Uma tradição portuguesa, de pôr o amor na mesa. O tempo investido (e nunca gasto) de comprar, preparar, cozinhar e servir não é nada comparado com o tempo que passamos sentados à mesa com aqueles que nos dizem algo. Este foi um dia assim. Trazemos-vos o menu que preparámos, mas mais do que isso, trazemos pessoas que merecem estar aqui, porque sem amigos não somos nada.

Tentámos diversificar a oferta na mesa, por isso a ementa foi: bifes da vazia ainda a mugir, piano com molho barbecue caseiro (esta receita fica para outro dia), camarões fritos na brasa com molho de azeite, limão, alho e salsa e para acompanhar uma bela salada de manga.

Os bifes eram gigantes, e foram esfregados com alho, sal, pimenta e tomilho fresco. Estiveram na brasa apenas o tempo suficiente para ganhar cor e caramelizar, porque por dentro estavam muito mal passados, como queríamos. O piano esteve a marinar 2 horas no molho barbecue que tinha trazido já de casa prontinho desde a noite anterior. Gostei muito da receita que criei para isto e por isso partilho noutra altura com o devido destaque. Os camarões foram também eles um sucesso. Simples, saborosos, gulosos. Foi uma versão ligeiramente diferente da original, mas vejam aqui. A salada é simples, doce, e corta com grande parte do salgado. Mistura de alface, rúcula, cebola, salsa ou coentros e manga aos cubos. Se tivesse um público adepto do picante, teria colocado malagueta picada para o contraste.

De sobremesa, a Sofia fez um pudim de ovos que estava uma delícia! A Nina acompanhou-nos sempre por perto na esperança que alguma coisa caísse ao chão e tivemos ainda um espectáculo de acordeão, que nos foi oferecido pelo Sr. Domingos, pai da Sofia.

Mas vamos às imagens, que essas ainda têm muito para dizer. E cuidado com a última. É uma pequena surpresa! Um Chef deve sempre ter ginga na cozinha!

Eu  já só digo mais isto: obrigado família Fernandes, obrigado família Moleiro.

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Susana GomesJuly 29, 2014 - 11:33

Este post sabe a Verão! E aposto que com o brinde que vem no fim, se vai tornar um dos mais vistos aqui do Tudo Qué Bonito ;)

Tudo qué Bonito!July 29, 2014 - 12:02

É mesmo um grande brinde! :) O importante é estar sempre bem disposto, e é isso que queremos por aqui. Gostaste do avental que me arranjaram? ahah

Susana GomesJuly 31, 2014 - 13:12

Supé fashion! ;)

Summer WineMarket 2014

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Pelo segundo ano consecutivo não falhámos o Summer WineMarket que nos é trazido pela Adegga. Foi mais um excelente evento onde pudemos provar uma vasta quantidade de vinhos com a qualidade a que Portugal nos habituou. Falhámos a entrada antecipada para os “profissionais” (onde nós entramos na categoria de bloggers) porque tivemos que ir forrar o estômago com uma bela bifana na Casa das Bifanas na Praça da Figueira e com uma bela imperial, que o dia não se fazia fresco. Levámos amigos, que este é um evento para partilhar: o Gonçalo, o Bruno e a Eunice.

Antes de chegarmos às coisas boas, vamos só apontar três menos boas. A primeira foi a desorganização na venda/entrega de bilhetes que gerou tal confusão que nos deixou a todos um pouco chateados. Quando se espera 30 minutos ou mais na fila e se vê pessoas a passar à frente pela sua “chica-espertice” lusitana e falta de organização, chateia. A segunda, foi a falta do bar no exterior como houve no passado, onde as pessoas provavam os vinhos de uma forma mais descontraída e informal. Conheci mais pessoas nesse ambiente o ano passado que no evento todo deste ano. A terceira é a falta do email que tanto é prometido com o registo dos produtores por onde passámos. Já o ano passado não recebemos nada.

Mas vamos ao que interessa: o vinho. Mais uma vez não consegui encontrar um Rosé que me convença. Continua longe das minhas preferências e do meu carrinho de compras. Em relação aos brancos e aos tintos, fomos surpreendidos. Há sempre coisas novas para provar e conhecer. Apostámos, como de costume, pelos produtores que conhecemos pouco ou não conhecemos de todo. Destes, saem os nossos destaques. São 10 os destaques que vamos aqui colocar sem nenhuma ordem específica.

  1. Chardonnay 2013 – Branco – AdegaMãe
  2. João Portugal Ramos Loureiro 2013 – Verde – João Portugal Ramos
  3. Paulo Laureano Bucelas 2013 – Branco – Paulo Laureano
  4. ALR Vinho Verde DOC 2011 – Casa de Mouraz
  5. Casa de Mouraz Encruzado Dão DOC 2010 – Branco - Casa de Mouraz
  6. Pomares Gouveio 2013 – Branco – Quinta Nova
  7. Viognier 2013 – Branco – Torre do Frade
  8. Casa de Mouraz Elfa Dão DOC 2010 – Tinto – Casa de Mouraz
  9. Casa de Mouraz Dão DOC 2011 – Tinto – Casa de Mouraz
  10. Covela Edição Nacional Avesso 2013 – Branco – Quinta de Covela

É claro que provámos outros bons vinhos. Muito bons aliás. Mas é daquelas coisas: estava muito calor, o branco acabou por ganhar ao tinto, outros já conhecíamos e não mencionámos por isso. Estes são mesmos os que nos marcaram pela surpresa. Destacamos principalmente dois: Chardonnay 2013 e o Loureiro 2013 como os nossos preferidos do evento.

Além destes destaques, deixamos ainda uma menção aos produtos do Virgo pela sua originalidade no rótulo destacável.

Fiquem com as fotos e sigam estas recomendações. Há aqui bons vinhos.

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Susana GomesJuly 17, 2014 - 18:37

De vinhos não percebo nada, com muita pena de não gostar… Mas o ambiente e as fotos estão super tentadoras! Grande reportagem. :)

Andre RibeirinhoJuly 17, 2014 - 19:38

Olá! Antes de mais obrigado pelo feedback e pela presença no evento! Em todos os Adegga WineMarkets tentamos melhorar um pouco mais. A porta continua a ter algumas dificuldades mas temos boas ideias de como poderemos finalmente resolver o problema no próximo evento. Quando ao email do copo ele segue nos próximos dias. Aproveito para dizer que adoro as fotos! Alguma questão não hesitem em contactar-me! andre@adegga.com

Tudo qué Bonito!July 19, 2014 - 00:27

Obrigado André! É realmente um evento do qual gostamos bastante e uma coisa é verdade: estaremos lá no próximo. :)

Tudo qué Bonito!July 19, 2014 - 00:29

Vale a pena Susana. Há sempre um vinho para todos nós. :) tens que lá ir provar e encontrar um para ti.

Vai uma sandes “aporcalhada”?

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Da última vez que fizemos barriga de porco, sobrou. Pois, ainda bem porque deu para fazer uma experiência que já queria fazer há algum tempo. Para a barriga de porco podem ver a receita aqui. A barriga de porco, se bem assada, tem a particularidade de se desfazer só com o garfo. Fica tão tenra, que não é preciso faca. Só é mesmo preciso faca para a crosta estaladiça da pele. E ainda por cima, com o tempero que fizemos, com os cominhos, o sabor faz lembrar o leitão. Pois bem, não se pode desperdiçar esta iguaria dos deuses, por isso, mãos à obra!

Primeiro retiramos a crosta estaladiça, uma vez que só queremos a carne. Pegamos num garfo e desfazemos a carne em lascas. Em seguida, picamos bem uma cebola e envolvemos na carne. Para a carne só falta mais um ingrediente, que é opcional, mas que nós adoramos: molho barbecue Jack Daniel’s. Envolvemos junto com a carne e com a cebola. Pegamos em duas fatias de pão caseiro e tostamos.

Depois de bem tostadinho, colocamos uma fatias de tomate cherry e umas folhas de espinafres, para contrabalançar o salgado. Colocamos a mistura de carne por cima e preparamo-nos para o paraíso. A intensidade do sabor desta sandes é qualquer coisa. O travo a leitão, com o fumado do molho, com a frescura do tomate, simplesmente resulta. Nem vou provocar mais. É experimentar e verem por vocês mesmos. Acho que não se arrependem!

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Pleurotus para ti também!

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Hoje é pouco sobre a receita e muito sobre o ingrediente. Um amigo está a começar o seu próprio negócio. Nesse negócio, vai plantar cogumelos, frutos silvestres, entre outros. Tudo isto em Azeitão. Finalmente, saiu a primeira fornada e eu tinha que experimentar. Os primeiros foram os cogumelos “Pleurotus Ostreatus” (que é um nome muito fofo) e que delícia. São muito bons!

Cá em casa adoramos cogumelos e estes encheram-nos as medidas. Na receita não complicámos. Comprámos no talho umas coxas de frango recheadas com farinheira e pusemos a assar com tomates cherry.  Depois das coxas estarem bem assadas e o tomate cherry carregadinho de sabor (como se nota nas fotos!), estava na altura de tratarmos dos cogumelos. Frigideira, fio de azeite e cogumelos lá para dentro com um pouco de alho. Deixámos os Pleurotus ganhar o seu sabor e só depois juntámos umas folhas de espinafres. Envolvemos tudo, deixámos o espinafre murchar e no final juntámos o frango fatiado e os tomates. Depois foi só servir.

Um prato simples, mas com muito sabor. Muitos sabores fortes e diferentes, e mesmo assim, os cogumelos estavam lá. Impunham a sua presença no palato e por lá ficaram. Óptimos. Quando tiver mais novidades deste meu amigo, vocês também vão saber. Mas garanto-vos: a coisa promete!

PS: Este post foi corrigido porque o Tudo qué Bonito fiz Shit(ake) e confundiu os cogumelos Pleurotus. Esperamos que ninguém se tenha aleijado no processo!:P

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MarinaJune 26, 2014 - 16:04

Tem muito bom aspecto! Frango e alheira ficam sempre bem. Se juntarmos à mistura cogumelos, fica brutal. Curiosamente esses cogumelos parecem-me mais a variedade Pleurotus (oyster mushrooms) do que Shiitake… É alguma variedade nova?

Tudo qué Bonito!June 26, 2014 - 16:10

Olá Marina! Vou ter que confirmar! Eu pelo menos tinha ficado com a ideia que era Shitake, mas vieram por um amigo do amigo. Vou falar directamente com ele e tentar perceber. Mas tu és ninja disto, vou confiar no que dizes. Percebes mais que eu!

J.June 26, 2014 - 16:23

Tem um belíssimo aspecto!!!!!…como todas as receitas que partilham aqui!!!…não vale vir aqui com fome!!!!! ;)
Concordo com a Marina…a mim parecem-me mais pleurotus..ou também conhecidos por cogumelos ostra..existem nessa cor, rosa, cinza e amarelo (já provei estas cores todas)….que são uma delícia…tal como os shitake. (..estes últimos são mais escuros!!)

Continuação de boas receitas…e boa sorte para Portugal!!!!

Beijinho aos dois.

Joana Patita

MarinaJune 27, 2014 - 00:28

Kiko, o que interessa no final é que ficou delicioso :) acho melhor juntarmos toda a gente para uma prova de cogumelos e assim já se vê quem é o quê :D

Tudo qué Bonito!June 27, 2014 - 09:16

Marina e Joana, acertaram as duas. :) Os cogumelos não são Shitake, mas sim “Pleurotus Ostreatus”. Agora vou ali esconder-me num canto por não ter feito o trabalho de casa!

Susana GomesJune 27, 2014 - 09:51

Podes esconder-te num canto, mas não escondas a comida contigo, que isto tem um aspecto bom demais!
Cá em casa adoramos cogumelos. É um dos souvenirs que quase sempre trazemos quando em viagem encontramos variedades diferentes, desidratados.
Tudo aqui é delicioso: frango recheado, recheio de farinheira, tomatinhos no forno, salteado com espinafres. Nhami! :)

Tudo qué Bonito!June 27, 2014 - 16:20

Obrigado Susana! Ainda bem que gostate! Os cogumelos cá em casa também são uma “necessidade”. :P